Tecnopolítica #67: Os riscos da militarização da proteção de dados

Neste episódio, Sérgio Amadeu conversa Flávia Lefevre, advogada de direitos digitais, e com Jonas Valente, professor da Universidade de Brasília (UNB), sobre a militarização da Agência Nacional de Proteção de Dados. O presidente Bolsonaro nomeou 3 militares para a agência encarregada de implementar a proteção de dados e defender a sociedade. Subordinada à Presidência da República e confundida com a lógica da vigilância, a presença de militares na agência pode desvirtuar a sua missão. O episódio analisa os riscos para o país, para a privacidade e para as liberdades democráticas com a militarização da ANPD.

Tecnopolítica #66: Qual a relação do latifúndio no Brasil com as plataformas digitais?

Neste episódio do Tecnopolítica, Sergio Amadeu conversa com Antonio Carlos Rodrigues Vianna, analista de sistemas que trabalha com IA e Big Data, usuário do Hadoop, plataforma de computação distribuída para o processamento de grandes volumes de dados. Antonio Carlos, utilizando a base de dados abertos e públicos, descobriu que o Facebook tem relação com o latifundiário. O representante do Facebook no Brasil é sócio/dirigente da empresa SLC Landco Empreendimentos Agrícolas SA, empresa proprietária de 14.950,7810 mil hectares em MT e BA (dados extraídos da base aberta do INCRA 03-2020). O que levou o Facebook a ter esse tipo de sociedade para montar sua filial no Brasil?

Tecnopolítica #65: O cenário atual das tecnologias abertas

Neste episódio, Sergio Amadeu conversa com Jomar Silva, Developer Relations Head na Zup Innovation, sobre qual o atual cenário e futuro das tecnologias abertas (open source software) e livres. Jomar Silva foi coordenador da Open Document Format (ODF), evangelizador da Internet das Coisas e figura de destaque internacional da comunidade open source. Com toda a sua experiência e longa trajetória no desenvolvimento de soluções abertas, Jomar Silva vai na contramão do que tem sido dito atualmente nos círculos de tecnologia e afirma que as tecnologias abertas venceram e o futuro de fato será aberto.

Tecnopolítica #64: O futuro do Marco Civil e a Lei das Fake News

Neste episódio do Tecnopolítica, Sergio Amadeu conversou com Paulo Rená, ativista do Instituto Beta, professor e pesquisador, sobre as consequências de uma aprovação da chamada Lei das Fake News para o Marco Civil da Internet. A conversa tratou dos perigos da rastreabilidade, bem como da definição de penas de prisão para a replicação do que pode ser considerado fake news pelos órgãos policiais ou pelo Ministério Público. Também Paulo Raná falou do letramento digital, da ética e da importância de uma nova abordagem do Direito. Imperdível.

Tecnopoítica #63: Quem quer calar Assange? Ninguém pode ser preso por falar a verdade

Sergio Amadeu, neste episódio do Tecnopolítica, expõe os motivos pelos quais Julian Assange está sendo processado na Inglaterra. Coloca os riscos de sua extradição para os Estados Unidos, um país cujas mentiras e assassinatos praticados em suas guerras pelo poder foram denunciadas pelo site Wikileaks. Sergio Amadeu comenta as imagens da execução dos dois repórteres da Reuters e de populares na periferia de Bagdá divulgadas por Assange. O líder do Wikileaks está preso enquanto criminosos de guerra estão soltos e espalham desinformação pelos seus canais oficiais. Defender a liberdade de imprensa e o direito da população à informação, hoje, passa pela defesa de Julian Assange.

Tecnopolítica #62: Não se assuste: os termos de uso das plataformas que atuam na Educação

Neste episódio Sergio Amadeu conversou com a professora e pesquisadora Stephane Lima e com a advogada do Programa Criança e Consumo do Instituto Alana, Marina Meira sobre a análise dos termos de uso e da política de privacidade do G Suite for Education e do Microsoft 365. Esse episódio ocorre no momento em que o Instituto Educadigital, a Catedra Unesco da Educação à distância na UNB e o Instituto Alana, entre outros, lançaram o Relatório Educação, Dados e Plataformas. Em 2020, as comunicações digitais de mais de 72% das instituições públicas de ensino no país passam pelos servidores do Google (61%) ou da Microsoft (11%). Stephane e Marina mostraram problemas gravíssimos nos termos de uso, entre eles, as escolas aceitam “a transferência internacional de dados para os servidores mantidos pela empresa em qualquer lugar do mundo”.

Tecnopolitica #61: As consequências do Cloud Act

Neste episódio Sergio Amadeu conversa com o professor Licio Caetano do Rego Monteiro do Departamento de Geografia e Políticas Públicas da Universidade Federal Fluminense / UFF Angra dos Reis. A conversa girou em torno do Cloud Act, Clarifying Lawful Overseas Use of Data Act, ou “Lei para Esclarecer o Uso Legal de Dados no Exterior”, apelidado de lei da Nuvem. Trata-se de uma lei aprovada pelo Congresso norte-americano que dá acesso aos dados armazenados fora dos Estados Unidos às suas autoridades. Sendo uma ingerência na soberania de todos os demais países, o Cloud Act consolida a ideia de que o poder das elites ianques não têm limites. Também descortina a importância da localização dos dados, questão que vem sendo desconsiderada pelos gestores no Brasil diante do avanço do neoliberalismo e da alienação tecnopolítica que se dá pelo culto à dimensão neutra e objetiva das tecnologias. Não deixe de ouvir, assistir e divulgar.

Tecnopolítica #60: O apagão dos dados na Saúde

Neste episódio do Tecnopolítica Sergio Amadeu conversou com a pesquisadora Ilara Hammerli Sozzi de Moraes e com o pesquisador Marcelo Fornazin, ambos da Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), sobre a proposta do governo Bolsonaro de rever a Política Nacional de Informação e Informática em Saúde (PNIIS). Com o objetivo de atacar o SUS, a proposta dos bolsonaristas reduz a transparência do processo, abre informações importantes do sistema para startups e ainda permitirá o uso do dinheiro da Saúde para financiar empresas privadas de tecnologia. nnCom o objetivo de fortalecer o lucro das empresas que se beneficiam da doença da população, o desmonte do SUS passa pelo ataque do Sistemas de Informações em Saúde, patrimônio da sociedade brasileira, que foi construído há décadas com rigor técnico e com o envolvimento da comunidade acadêmica e da sociedade civil. Como bem apontou a Associação Brasielira de Saúde Coletiva (ABRASCO), o documento dos generais da Saúde faz “uma grande confusão entre o que constitui ‘res publica’ e o complexo econômico industrial da saúde”, além disso ,cria “uma estrutura de governança da informações, dados e tecnologias paralela aos mecanismos de participação social inscritos na Constituição Federal e nas Leis Orgânicas do SUS”. Imperdível.

Tecnopolítica #59: Existe um Colonialismo de Dados?

Sérgio Amadeu fala sobre a noção de colonialismo de dados, a nova face do capitalismo que busca digitalizar e converter em dados todos os fluxos de nossas vidas. Os dados gerados são extraídos por plataformas e corporações que os transformam em padrões e predições sobre a vida de cada pessoa. Tal como no passado em que o país vendia minério de ferro e comprava aço dos países centrais do capitalismo, hoje entregamos dados que são tratados e processados por corporações do mundo rico. Em um cenário de avanço da inteligência artificial baseada em dados, estamos nos tornando uma colônia digital. Sergio Amadeu traz exemplos contundentes desse processo. Imperdível. Confira, divulgue e se inscreva no canal.

Tecnopolítica #58: Os perigos da rastreabilidade de mensagens

Assine a nossa newsletter em http://bit.ly/newstecnopoliticannNeste episódio, Sergio Amadeu conversa com Diego Canabarro, cientista político, pesquisador e gerente sênior de políticas públicas na Internet Society. O tema da conversa girou em torno da rastreabilidade de mensagens nos aplicativos como Whatsapp. Para viabilizar essa função, a plataforma desse serviço deverá armazenar todas as mensagens por um determinado período e depois guardar por mais tempo aqueles conteúdos que ultrapassassem um certo número de replicações. Além de quebrar o princípio da presunção de inocência, esse dispositivo coloca em risco os movimentos sociais, o jornalismo investigativo e os direitos humanos. Assim, as autoridades competentes poderão exigir que a plataforma identifique e detecte as relações de quaisquer usuários durante o período de armazenamento. Além disso, Diego Canabarro expõe a ineficácia desse mecanismo para o combate à desinformação e outros graves riscos para a comunicação democrática. Imperdível.